sábado, 3 de janeiro de 2009

COLEÇÃO CINEMA MARGINAL BRASILEIRO - NO MEIO DA TEMPESTADE

COLEÇÃO CINEMA MARGINAL BRASILEIRO - NO MEIO DA TEMPESTADE

por Inácio Araújo


Os filmes desta coleção não caracterizam um estilo, nem uma corrente. Eles são, no entanto, um documento amplo sobre uma época e um estado de espírito. Estávamos no coração da ditadura – o AI-5, Médici e a tortura. Isso é oque ficou. Para quem estava lá no momento, era um pouco mais. Até 1968 ninguém (salvo quem mexia de fato com política) levara muito a sério o regime militar – no sentido de que se imaginava tudo aquilo transitório. O AI-5 e o que veio depois mostraram que estávamos entrando em uma noite tenebrosa, da qual não se vislumbrava saída.

Era uma situação bastante contraditória para quem crescera nos tempos de JK, aprendera a acreditar no cinema brasileiro a partir do Cinema Novo e havia feito na cabeça uma mistura de Freud com Marx, Nietzsche e Antonin Artaud, irmãos Campos e Oswald de Andrade.

Havia toda uma moral se transformando, e a gente ia se transformando com ela, por paus e por pedras, mas ia. Havia lá longe o Vietnã, e logo ali Cuba, a nos lembrar que era possível combater o colonialismo e construir, enfim, uma nação livre. Tudo nos parecia uma revelação: os passeios no centro da cidade, os primeiros livros de Borges que descobríamos, a Nouvelle Vague, as montagens do Oficina, a maconha.

Eu, que era um alienado da Maria Antonia, da Faculdade de Filosofia, às vezes era convidado à festa de despedida de um semiamigo.Ficava sabendo que ele ia mudar. Mas, se perguntava para onde, a resposta era vaga. Só depois fi cava sabendo que ele sumira para embarcar na luta armada, que só o veria quando tomasse o poder.

É claro que as coisas não podiam mudar inteiramente por causa do AI-5. Nossas leituras e crenças, a vontade de experimentar, continuaram.

O clima que se instaurou era bem outro e bem nauseante. Mas o mundo não parava por causa disso. Havíamos crescido alimentando crenças e esperanças demais, renegando o passado nacional, abraçando com força as incertezas do presente.

Será desse choque que nasceu esse cinema que se chamou underground, ou “marginal”, ou “de invenção” – ou que nome se queira dar? Pode ser. Nem Ezra Pound nem Wilhelm Reich, Godard, Norman Brown, Marcuse ou Jacobson deixariam de existir por causa de um golpe de Estado. Mas criara-se um abismo entre o real e o desejado.

Ninguém deixou de sair à rua, mas agora saía-se com pavor. Ninguém deixou de querer compreender o mundo, mas tinha-se a sensação de que essa compreensão era perfeitamente inútil.

De uma hora para outra, o Cinema Novo começou a parecer obsoleto.

A idéia de “nacional”, tal como era concebida por ele, de repente parecia uma coisa caquética. Em primeiro lugar, embora a chamada Revolução nos parecesse entreguista, ela teve o efeito primeiro de nos levar a desconfi ar de tudo o que parecesse nacional. Nesses idos, circulava um autocolante pregado nos carros, pelos partidários do Regime, que dizia “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Era o sinal evidente de uma fratura muito forte. Não queriam o tipo de amor que tínhamos pelo país. E nós não amávamos quem nos rejeitava.

O desejo construtivo de instaurar um cinema nacional, de institucionalizá-lo, enquanto o Estado se mostrava uma coisa brutalmente repressora, parecia uma insânia. Mário de Andrade tornou-se quase uma besta.

Oswald, sim, era a chave: o iconoclasta, o safado, o antropófago.

Se algo nos podia salvar, era um mergulho na cultura, mas não em uma cultura “de dentro”. Nada de Mário ou de Cinema Novo. Era preciso sair do Brasil, nem que fosse imaginariamente. E como não era possível sair de uma vez, que voltássemos como antropófagos, recosturando as coisas, digerindo influências, restabelecendo nexos. Então, a chanchada passou a interessar bem mais que o Cinema Novo, Mojica bem mais que Nelson Pereira, o Oficina bem mais que o Teatro de Arena.

Mas, no meio de toda essa confusão, que cinema fazer? Não, com certeza, um que falasse da beleza. Tudo apontava para a impossibilidade de ser. Só a TFP parecia gozar de plena liberdade, com seus carolas soltos na rua a reclamar do divórcio. A TFP e uma classe média beneficiária do “milagre econômico”.

A sujeira tornou-se um apanágio. O mundo não era belo. Era injusto, sujo, agressivo. Não será por acaso que, aqui em São Paulo, esse cinema logo se tornou conhecido como Boca do Lixo. Era o lugar onde se faziam filmes, onde as pessoas se reuniam, a rua do Triumpho e imediações.

A zona de prostituição, em suma. Melhor simbolismo, impossível.

O cinema era, como as putas, um renegado do Brasil Grande. Seu mundo não era o da beleza, mas o da agonia, da dor e também da petulância.

Já não se desprezava apenas o passado, mas também o presente.

O bem-fazer, a gramática ajeitada, a luz bem composta não queriam dizer muita coisa. O cinema não era uma arte e sim uma guerrilha contra o bom gosto, o mundo estabelecido, as pessoas bem em sua pele.

Não se compreendia o que queriam dizer esses filmes? Mas se vivíamos em um mundo opaco, por que haveriam os filmes de dizer ascoisas claramente? Havia ali o sentimento de uma tragédia que se vivia todos os dias. Naquela altura, nada parecia mais desprezível que o cinema esteta. Nada mais inútil que as teorias bem-pensantes, queas velhas tentativas de explicar o país. De um modo ou de outro, todo mundo estava perdido e levando pancadas na cabeça (uns mais, outros menos), mas também estava descobrindo o mundo desse modo.

Algum tempo antes, premonitoriamente, Rogério Sganzerla lembrava com seu Luz Vermelha que quem não pode fazer nada, avacalha. Era uma senha para o cinema nacional, para a impotência que se sentia frente aos estrangeiros, aos exibidores, ao mundo em geral.

Mas avacalha com jeito, diga-se. Ninguém queria mais ouvir falar de ligas camponesas, do CPC, do Brasil profundo e rural. Nada disso.

O cerne do país era mesmo urbano. E nesse urbano a figura privilegiada era o banditismo, a contravenção. Se havia uma arte (e em geral não havia, a arte era outra futilidade), então ela seria dessa gente.

Não mais a manifestação coletiva (revolução), mas a revolta individual, frágil, inútil, mas que signifi cava um desejo de viver contra todas as condições objetivas que o mundo propunha, contra o aprisionamento dos desejos, contra a destruição de nossas utopias.

Esse cinema era um uivo cujo tom podia variar. A ideia geral, bem menos: ninguém devia ser pego na armadilha dos códigos, da linguagem estabelecida. Creio que de algum modo todos partilhavam a ideia de Artaud, segundo a qual “sentido dado é sentido morto”. O cinema não era mais representação de um mundo pré-existente, de uma organização das coisas e da linguagem sobretudo, que parecia insuportável.

Daí o gosto pelo fantástico, pelos OVNIs, pela ficção científica, pelos beatniks, pelo Chacrinha com sua tirada definitiva: “Eu não vim para explicar, mas para confundir”.

Esse cinema não veio para explicar. Talvez tenha vindo para confundir, mas com certeza veio como um turbilhão, que não se explicava nem queria se explicar. Deleitava-se em constituir um país secreto, às vezes abjeto, não raro cheio de humor, que parecia nascer daquelas imagens e estabelecer elos que permitiam às pessoas manter-se à tona no meio da borrasca.

Fonte: http://www.lumefilmes.com.br/index.php?pg=show_criticas&id=60

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ANCINE lança o OCA - Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual‏

O QUE É O OCA?

Subsídio ao planejamento e às decisões

Ao criar o Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – O.C.A., a ANCINE disponibiliza à sociedade brasileira, aos pesquisadores, ao governo, aos parlamentares e aos empresários dados coletados no mercado desde a criação da agência, dados reunidos de períodos anteriores, análises produzidas pelos nossos técnicos e estudos/pesquisas produzidas no meio acadêmico e por pesquisadores em geral.

Nosso objetivo com o O.C.A. é atender à crescente e diversificada demanda por maiores informações acerca da produção e do mercado audiovisual brasileiros. Com o O.C.A. esperamos contribuir para que a reflexão sobre o desenvolvimento desse mercado se dê no patamar que julgamos compatível com uma atividade de tanto valor simbólico e estratégico para o Brasil. Acreditamos que o contato com as informações e estudos que aqui serão reunidos ao longo do tempo reforçará a capacidade de planejamento do Estado e dos agentes econômicos privados, enriquecerá as práticas empresariais e inspirará aperfeiçoamentos na legislação e na política pública setorial.

O O.C.A. é um espaço em permanente construção. Este processo avançará com as contribuições das diversas áreas da agência na sistematização de dados e na reflexão sobre suas atividades, com a implantação dos sistemas de informação e com a participação crescente de pesquisadores voltados aos estudos da área. O observatório representa ainda um espaço catalisador para a troca de informações com outros orgãos especializados em reunir e sistematizar estatísticas. Os desafios são muitos, na medida em que o mercado audiovisual brasileiro se organizou sem preocupações específicas com a padronização de critérios que facilitem a coleta e a reunião dos dados aí produzidos.

Nosso esforço será para que o O.C.A. se aperfeiçoe juntamente com o desenvolvimento do mercado e da indústria audiovisual brasileira, de modo a permitir maior capacidade de planejamento das ações públicas e privadas. Nossa meta é fazer do observatório um centro de referência de informações para as atividades ligadas ao cinema e ao audiovisual no Brasil.


Manoel Rangel

Diretor-Presidente da ANCINE


Acessem o OCA: http://www.ancine.gov.br/oca/index.html

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Associe-se ao Cineclube AZouganda

São direitos dos Associados:

* Participar de todas as atividades promovidas pelo Cineclube em caráter preferencial;
* Votar e ser votado para qualquer cargo da Coordenadoria ou do Conselho Fiscal;
* Convocar a Assembléia Geral;
* Entre outros.

São deveres dos Associados:

* Pagar mensalmente as contribuições associativas;* Defender o patrimônio e os interesses do Cineclube;
* Votar por ocasião de eleições;
* Comparecer às assembléias gerais;
* Entre outros.

O que é necessário?

- Ficha de Inscrição devidamente preenchida;
- Cópia de Identidade própria ou do responsável (em caso de menores de 18 anos);
- 1 foto 3x4;
- Valor da taxa de contribuição: R$ 2,00 (dois reais).

Como fazer?

- Imprima a ficha de inscrição, anexe o que for necessário e nos entregue em mãos ou pelos Correios (entrar em contato para pegar o endereço).

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Cineclube AZouganda tem representante no Conselho Nacional de Cineclubes

Reunidos em Belo Horizonte para celebrar os 80 Anos do Cineclubismo no Brasil, representantes de 129 cineclubes em atividade em 18 estados brasileiros, participaram, entre 17 e 21 de novembro, da 27ª Jornada Nacional de Cineclubes, ao final da qual foi eleita uma nova diretoria para o CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e reelegeram o capixaba Antonio Claudino de Jesus para comandar a entidade por mais dois anos.

Conscientes do novo cenário vivenciado pelo movimento cineclubista brasileiro, os representantes dos cineclubes presentes promoveram ainda diversas mudanças nos estatutos da entidade, entre as quais merece especial destaque a criação de nove diretorias regionais, cujos titulares e suplentes deverão, a partir de agora, representar e articular regionalmente as ações do CNC, objetivando descentralizar e fortalecer nacionalmente a entidade.

A Jornada foi prestigiada por representantes das principais entidades do audiovisual brasileiro, merecendo destaque as participações do presidente do CBC - Congresso Brasileiro de Cinema, Jorge Moreno; da presidente da ABD Nacional, Solange Lima; do coordenador do CBDC - Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural, Geraldo Moraes; da APIJOR - Associação de Propriedade Intelectual dos Jornalistas, Paulo Canabrava e dos diretores do Fórum dos Festivais, Antonio Leal; da ABCA - Associação Brasileira de Cinema de Animação, Luciana Druzina; da FEPA - Fórum de Experiências Populares do Audiovisual, Márcio Blanco.

Patrocinador do evento, o Ministério da Cutura também se fez presente através da participação de Frederio Cardoso (Circuito Brasil), Caio Cesáro (Programadora Brasil) - programas vinculados a SAV - Secretaria do Audiovisual - e do representante da Coordenação de Direitos Autorais da Secretaria de Políticas Culturais, Cliffor....

Alicerçada grupos de trabalho focados na discussão dos principais temas de interesse do movimento, a programação da Jornada foi complementada pela realização de várias mesas de informação e debate que contaram com a participação de cineastas/cineclubistas e especialistas nos temas propostos, entre os quais merecem destaque os relacionados a Legislação/ Direitos do Público e ao Cineclubismo na Educação.

Dentro da programação o CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros promoveu ainda duas homenagens de caráter todo especial entregando o troféu "Paulo Emílio Salles Gomes" à duas personalidades de inegavél importância para o desenvolvimento do movimento cineclubista brasileiro: o mineiro José Tavares de Barros e o baiano Guido Araújo. O prêmio foi ainda conferido ao atual Ministro de Estado da Cultura, Juca Ferreira, que por motivos de força maior não pode comparecer ao evento.

Segundo Claudino de Jesus, presidente reeleito do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, "Esta jornada foi sem dúvida memorável e demonstrou todo o amadurecimento e fortalecimento do cineclubismo brasileiro".

Ainda segundo Claudino, "a jornada demonstrou que o cineclunismo brasileiro avançou muito, principalmente nos últimos dois anos e que as perspectivas apontam para dias ainda melhores e para a possibilidade de implantação definitiva de políticas públicas de fomento ao cineclubismo. Finda a Jornada, sentimo-nos renovados e ainda mais entusiasmados e, sentimos este entusiasmo em todo o movimento. Agora, é trabalhar para consolidar estes avanços, que em nosso entendimento será fundamental para democratizar o acesso da população brasileira à produção audiovisual brasileira e desta forma fortalecer o cinema e a cidadania brasileiras!"

Promovido pela Associação de Cineclubes de Vila Velha e realizado pelo CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros em parceria com a Associação Curta Minas / Cineclube Curta Circuito, o evento contou também com o apoio do SESC de Minas Gerais.

Veja abaixo a composição da nova diretoria do CNC:

Diretoria do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros - Biênio 2008-2010
Chapa "Os Inconfidentes"

Presidente - Antonio Claudino de Jesus - Cineclube Guadala, Vila Velha (ES)
Vice-Presidente - Luiz Alberto Cassol - Cineclube Lanterninha Aurélio, Santa Maria (RS)Secretário Geral - João Baptista Pimentel Neto - Difusão Cineclube, Atibaia (SP)
Tesoureiro - Luciano Guimarães de Freitas - Cineclube Juparanã, Linhares (ES)
Diretor de Acrevo e Difusão - Carlos Seabra - Cineclube Vila Buarque, São Paulo (SP)
Diretora de Memória - Saskia Sá - Cineclube da ABD;ES, Vitória (ES)
Diretora de Produção - Carine Araújo Ribeiro - Cineclube Cachoeira, Cahoeira (BA)
Diretor de Formação - Felipe Macedo - CPCINE, São Paulo (SP)
Diretora de Comunicação - Daniela Fernandes - Cineclube Curta Circuito, Belo Horizonte (MG)

Suplentes:

Yuri Chamusca - Cineclube Ankito, (RJ)
Mariza Teixeira - Cineclube Participação, Vila Velha (ES)
Frank Roy Cintra Ferreira - Cineclube Darcy Ribeiro, São Paulo (SP)

Diretores e Suplentes Regionais

Região Sul

1) Rio Grande do Sul

Titular - Gilvan Dockhorn - Cineclube Vagalume, Caçcapava do Sul (RS)
Suplente - Christina Zanella (RS) - Cineclube Irmão Sol, Irmã Lua, Ijuí (RS)

2) Santa Catarina e Paraná

Titular - Thiago Skárnio (SC) - Catavídeo, Florianópolis (SC)
Suplente - Reno Luiz Caramori Filho (SC) - Cineclube Independente, Caçador (SC)

Região Sudeste

1) Espírito Santo

Titular - Antonio Lopes da Souza Neto - Cineclube Metrópolis, Vitória (ES)
Suplente - Pedro da Cunha - Cineclube Central, Vila Velha (ES)

2) Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo

Titular - Fernando Rodrigues de Oliveira - Cineclube Cinema Comentado, Montes Claros (MG)
Suplente - Cláudio Nunes de Souza (Tio Pac) - (SP)

Região Nordeste

1) Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte

Titular - Nelson Marques - Cineclube Natal, Natal (RN)
Suplente - Carolline Vieira da Silva - Cineclube da Vila, Fortaleza (CE)

2) Alagoas, Paraíba e Pernambuco

Titular - Liuba de Medeiros Santos - Tintin Cineclube, João Pessoa (PB)
Suplente - Luiz José das Chagas - Cineclube Azouganda, Nazaré da Mata (PE)

3) Bahia e Sergipe

Titular - Gleciara de Aguiar Ramos - Cineclube Roberto Pires, Salvador (BA)
Suplente - Aline Nazaré Santos - Saphusfilmes, Salvador (BA)

Região Centro Oeste

1) Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal

Titular - Pablo Feitosa Nunes Amorim - Cine Roots, Brasília (DF)
Suplente - Ana Arruda Neiva Marques - Cineclube Bancários, Brasília (DF)

Região Norte

2) Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará

Titular - Afonso Gallindo - Cineclube da ABD;PA, Belém (PA)
Suplente - Myrella França - Cine Oca, Porto Velho (RO)


Belo Horizonte, 21 de novembro de 2008.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Encerramento das exibições para 2008

Olá, pessoas!

devido ao encerramento do ano letivo da UPE, o Cineclube AZouganda finalizou no último dia 13 as exibições na FFPNM para o ano de 2008. Ao todo foram realizadas 12 sessões dentro do calendário anual e 5 exibições extras como expresso na relação abaixo:

1. Ópera do Malandro - 26/02

2. Maconha - 12/03 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/07/maconha.html

3. Garganta Profunda (Censurado!)/ Exibição de "Dumbo" - 11/04 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/07/maconha.html

4. O Enigma de Kaspar Hauser - 14/05 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/08/exibio-do-dia-14-de-maio-de-2008.html

5. A História Sem Fim - 28/05 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/08/histria-sem-fim.html

6. Baile Perfumado - 12/08 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/08/baile-perfumado.html

7. Taxi Driver - 27/08 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/08/crtica-taxi-driver.html

8. 11 de Setembro - 11/09 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/09/prxima-exibio-11-de-setembro-110901.html

9. Amor à Flor da Pele - 26/09 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/09/prxima-exibio-amor-flor-da-pele.html

10. O Encouraçado Potemkin - 14/10 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/09/prxima-exibio-o-encouraado-potemkin.html

11. Akira - 29/10 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/10/prxima-exibio-akira-291008.html

12. II Mostra AZ de Curta-Metragem - 13/11 - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/11/ii-mostra-az-de-curta-metragem.html


EXTRAS:


- VIII Semana de História da FFPNM - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/08/cineclube-az-na-viii-semana-de-histria.html

- Turma "História Social da Literatura e da Arte - http://cineclubeazouganda.blogspot.com/2008/09/exibio-extra-250908.html


Mas quem disse que a Coordenação do AZ tira férias? Continuaremos trabalhando em nossas pesquisas fílmicas e em uma nova forma de organização que irá trazer bons e novos frutos para o Cineclube AZouganda.

Agradecemos o apoio recebido durante todo o ano das seguintes pessoas/instituições:

- Apoio Técnico da FFPNM;
- Centro Acadêmico de História - Gestão "O Engenho";
- Direção da FFPNM;
- Diretório Acadêmico Gregório Bezerra - Gestão "A Ponte";
- Rádio Comunitária Alternativa FM;
- Reitoria da UPE;
- Todos os alunos da FFPNM.

E vamo simbora rumo ao 4º aniversário!

Abraços,

Amanda Ramos
Coordenação Cineclube AZouganda
Diretora de Comunicação da FEPEC.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

II Mostra AZ de Curta-Metragem


13 de novembro, quinta-feira

Quadra da FFPNM, às 19h30


Tendo como objetivo incentivar e estimular a produção audiovisual de nossa faculdade, bem como de nosso estado, além de ampliar os espaços de exibição de curtas-metragens e incitar a formação e permanência de platéias, o Cineclube AZouganda orgulhosamente apresenta:


II Mostra AZ de Curta-Metragem


Programação:



1. Mais Um Encontro da Família (Documentário, Recife, 2006)

Um registro pessoal da noite de 15 de Janeiro de 2006 na Festa Cubana do Clube Bela Vista. A família da periferia de Olinda e Recife se encontra há mais de dez anos, nas noites de domingo, para todos juntos dançarem os ritmos de Cuba.

Duração: 13 minutos
Direção: Felipe Peres Calheiros

Roteiro: Evandro Dunoyer, Felipe Peres Calheiros, Paulo Sano, Rafael Travassos e Sérgio Santos

Edição: Evandro Dunoyer, Felipe Peres Calheiros, Paulo Sano e Sérgio Santos

Seleção Oficial da 7ª Mostra Taguatinga-DF de Cinema e Vídeo, da 5ª Mostra 14 BIS, do Festival de Vídeo de Guaíba-RS 2006, Festival Internacional de Cinema de Arouca – Portugal 2006; Festival de Cinema de Santos CINEME-SE 2007, do 12º Festival Brasileiro de Cinema Universitário, da 3ª MOSTRA MOSCA – Mostra Audiovisual de Cambuquira, 12º Festival do Filme Etnográfico-RJ, 2007, Mostra Curta Audiovisual de Campinas-SP; exibição no programa CURTA PE da TVU-PE, 2006, e no programa ZOOM da TV Cultura, 2007.

http://www.coletivoasterisco.blogspot.com/


2. Pobre Rapaz (Ficção, Recife, 2007)

Uma obra simples, mas com um profundo tema abordado: os sentimentos humanos. A anormalidade fora do seu tempo traz ao nosso Pobre Rapaz um conflito existencial em busca da felicidade.

Duração: 11 minutos
Direção: Arthur Lira
Roteiro: Arthur Lira
Co-Direção: Alfredo Cardim, Max dutra, Raphael Alex
Elenco: Alfredo Cardim, Nathalia Dielú, Alex Bob, Max Dutra, Renata Almeida, Priscila Bezerra, Ailios, Alexandre Guedes, Manney Victor, Walter Henrique, Wagner Paulino, Arthur Lira e Manuela Maimoni.
Edição: Raphael Alex
Fotografia: Raphael Alex


3. José Brasil (Ficção, São Paulo, 2008)

"José Brasil" conta a história de José Euristiano, que chega a uma cidade grande, fugindo da miséria de seu vilarejo. Ao se deparar com a nova cidade e todas suas novidades, enfrenta a violência, descobre seu verdadeiro "eu", e assim ele decide voltar para sua cidade natal.

Duração: 23 minutos
Direção e Roteiro: Daniel de AlmeidaElenco: Josias Dourado, Baby, Walter Rhis, João Batista

Realização: SETFILM


4. O Reflexo DORA (Ficção, Recife, 2008)


Dora vive refletindo sobre a natureza humana, em que não existe certo ou errado. Ela não quer que as pessoas a vejam por dentro, pois seu interior é imperfeito, mostrando para a sociedade apenas seu exterior que é perfeito.
Curta-metragem baseado no livro O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde.
Trabalho realizado na Faculdade Maurício de Nassau como conclusão da cadeira “História da Arte”, 3º Período, Publicidade e Propaganda.

Duração: 5 minutos
Direção e Roteiro: Arthur Pelópidas.
Elenco: Fernanda Mélo como Dora,
Figurantes: Alessandra Queiroz; Eliana Queiroz; Elias Ferreira; Júlio César; Mirelle Queiroz; Ricardo Queiroz; Ronaldo Queiroz.
Edição: Arthur Pelópidas; Felipe Viégas e Lucas Rangel.


5. RECICANNABIS - A Marcha da Maconha (Documentário, Recife, 2008)

Registro documental da marcha pela descriminalização do uso da maconha, que aconteceu no dia 04 de Maio de 2008, na cidade do Recife. O vídeo, assim como a marcha, não tem a intenção de fazer apologia ao uso da droga, resume-se essencialmente ao registro do momento histórico e defende única e exclusivamente a democratização da informação e a liberdade de expressão.

Duração: 17 minutos
Direção: Alexandre Guterres, Dimas Mützenberg e Leandro Navarrete
Edição: Alexandre Guterres, Leandro Navarrete, Silvinha Rangel, Bruno Tavares
Produção: Sete Filmes



6. Favor Não Dar Comida Aos Animais (Experimental, Recife, 2007)

O vídeo enfoca os hábitos alimentares dos recifences e os diversos aspectos da culinária popular. Sem diálogos ou depoimentos, a estética do curta se resume a imagens fortes, edição frenética e uma trilha sonora que foge dos padrões convencionais, dando uma aparência universal às imagens tipicamente recifences. "Favor não dar comida aos animais" é o primeiro experimento audiovisual da produtora independente SETE FILMES.

Duração: 8 minutos
Direção e Concepção: Alexandre Guterres, Dimas Mützenberg e Leandro Navarrete
Edição: Alexandre Guterres, Dimas Mützenberg e Leandro Navarrete
Produção: Sete Filmes


7. Júlio César e a Noite Passada (Ficção, Recife/Salvador, 2007)

Confuso e sem memória, Júlio César acorda na manhã seguinte. Agora em uma corrida desenfreada contra o tempo, tem que confiar em sua mente para guiá-lo pelos acontecimentos da noite passada e descobrir como seu amigo André e uma garota sem rosto se encaixam nessa trama.

Duração: 15 minutos
Direção e Edição: Tito Ferradans
Roteiro: Felipe Voodoo
Elenco: Diego Orge, Tito Ferradans, Fábio Galvão e Jullyana Bastos
Produção: Paperball Studios

http://paperballp.wordpress.com/julio-cesar-e-a-noite-passada


8. Poema Alucinógeno (Vídeo-poesia, Recife/Timbaúba/2008)

Melancolia? Desespero? Alucinação? Vídeo poesia.
Interpretação de Tione Oliveira para a poesia escrita por Júlio Melo, “Poema Alucinógeno”.

Duração: 2 minutos
Direção: Vanessa Jill
Roteiro: Vanessa Jill
Edição: Júlio Melo
Elenco: Tione Oliveira

http://juliomeloem.blogspot.com/


SERVIÇO:


Evento: II Mostra AZ de Curta-Metragem
Data: 13 de Novembro de 2008

Local: Quadra da FFPNM-UPE, Nazaré da Mata

Hora: 19h30 às 21h30

Entrada: Gratuita



Cineclube AZouganda:






Fones: (81) 9950-0166 (Amanda) ou (81) 8770-8953 (Luiz)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Cineclube AZouganda é um dos participantes da 27° Jornada Nacional de Cineclubes

Entre 17 e 21 de novembro, cerca de 200 cineclubes estarão reunidos no SESC Venda Nova em Belo Horizonte para celebrar a 27 Jornada Nacional de Cineclubes em comemoração aos 80 anos de cineclubismo no Brasil.

Promovido pela Associação de Cineclubes de Vila Velha e realizado pelo CNC - Conselho Nacional de Cineclubes em parceria com o Curta Minas - Cineclube Curta Circuito, o evento contará ainda com a participação das principais entidades do audiovisual brasileiro e de autoridades das diversas esferas governamentais, em especial da SAV - Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, patrocinadora do evento.

Segundo Claudino de Jesus, presidente do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, a Jornada acontece num momento em que o cineclubismo brasileiro vive um momento de fortalecimento e expansão e no qual o Conselho tem muitas vitórias a comemorar e consolidar. "É gratificante verificar que em apenas quatro anos, o movimento cineclubista brasileiro além de se rearticular nacional e internacionalmente, conseguiu o reconhecimento do estado e da sociedade brasileira, em especial do setor audiovisual, que parece cada vez mais compreender a importância da atividade e a necessidade de respeito aos direitos do público".

"Esta jornada será sem dúvida memoravél. O movimento tem muito a comemorar. Avançamos muito, principalmente nos últimos dois anos. E as perpectivas, com o Circuito Brasil, o Pontão Cineclubista, a Filmoteca Carlos Vieira, editais federais, estaduais e municipais, apontam para dias ainda melhores e para a possibilidade de implantação de políticas públicas perenes de fomento ao cineclubismo. Estamos entusiamados e sentimos este entusiasmo em todo o movimento. Vai ser uma grande jornada!" - completa.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Diário do Nordeste destaca os 80 anos do cineclubismo no Brasil

CINECLUBES

Luz no fim do túnel

O cineclubismo completa, em 2008, 80 anos no Brasil. Ao longo de sua história, o movimento cresceu, sofreu perdas, lutou contra a ditadura e a favor da democracia, perdeu a batalha para o VHS, se desarticulou e renasceu das cinzas nos anos 2000. Uma longa história e uma tremenda influência na criação de uma cultura cinematográfica nacional. Diante de um cenário pavoroso, que mostra que cerca de 92% da população brasileira não tem acesso ao cinema, o Caderno 3 deste domingo propõe uma análise sobre o movimento, debate políticas públicas e aponta algumas das opções que a população de Fortaleza tem em relação a cineclubes em atividade na cidade. As opções animam, a variedade é grande. A capital cearense não é mais aquela dos tempos áureos do Clube de Cinema de Fortaleza, as salas de cinema migraram das ruas para os grandes shoppings centers e a programação não deixa muito escolha. Mas o movimento cineclubista não dá a luta como vencida e chega aos 80 anos em plena forma, como um modelo alternativo inclusivo de exibição e que privilegia o nosso cinema nacional.

Confira a ampla matéria publicada neste domingo em: http://diariodonord este.globo. com/materia. asp?codigo= 586081

Boa leitura